sexta-feira, 20 de junho de 2014

Aninha aos quase 14 já tem "carteira de motorista"

Oi querido Diário

Estava na fila do banco, pagando as contas do mês, atividade corriqueira e atrás de mim uma mãe com sua filha conversando, foi impossível não ouvir a conversa. A menina estava brilhando de felicidade pois havia conseguido a carteira de motorista, a mãe feliz e ao mesmo tempo preocupada, incentivando a mocinha a seguir as regras e tomar cuidado... coisas de mãe...
Fiquei com a visão turva, embaçada e viajei no tempo, não sei exatamente onde foi a minha mente, senti um aperto no coração, não era medo, não era tristeza, não era pena, não era inveja, não consegui definir o que eu senti, na hora apenas a imagem da minha menina, dúvidas vieram... Daqui exatos 2 meses ela completará 14 anos! O tempo passa por nós deixando marcas na alma. Como seria se eu pudesse experimentar essa sensação? Como Aninha iria se sentir livre da cadeira de rodas para a direção do volante? Quando completar 18 estará viva? Estará feliz? Estará com saúde?
Fui despertada pelo "próximo" do caixa, era a minha vez na fila!
Voltei para a casa e no caminho fiquei pensando na minha incerteza, enxuguei a lágrima insistente que caiu mostrando a minha total fragilidade, vesti a minha carapuça de coragem e fui dar banho na minha menina, ela estava lá me esperando, linda com um sorriso encantador, leve, e nesse momento caiu por terra o sentimento inominável que senti a pouco, estalei um beijo na sua bochecha (fiquei babada) falei com ela com voz de nenê e agradeci por encontrar todas as manhãs essa alegria... Hoje ela está feliz, isso importa, resolvi aproveitar a beleza da Aninha aos quase 14 diante de tanta dificuldade, tanta luta!
Ela já conseguiu a "carteira de motorista" ela dirige a nossa vida diretamente para o amor.

Vanessa a Mãe da mocinha princesa.

terça-feira, 17 de junho de 2014

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Resignação e aceitação é preciso!

" Há circunstâncias na vida onde não possuímos controle ou possibilidade de interferência ao ponto de mudar os resultados. Resta uma atitude digna e inteligente : o exercício da aceitação.
Dentre as opções q temos para enfrentar o sofrimento estão: desespero, raiva, indiferença, mágoa, ira, revolta, depressão, alienação .....e ACEITAÇÃO. A única que não agrava nossos problemas e possuí efeitos benéficos é a ACEITAÇÃO.
O exercício da aceitação é tanto mais fácil e possível quanto maior for nosso grau de consciência, maturidade e espiritualidade.
Aceitar é ser humilde diante dos fatos inevitáveis e das circunstâncias imutáveis. A humildade nos faz recordar o limite das nossas possibilidades. ACEITAÇÃO não é comodismo ou fuga. O ato da aceitação equivale a envolver com amor profundo os fatos que não podemos alterar e encará-los como circunstâncias a serem vivenciadas e vencidas para o fortalecimento do nosso ser.
Diante dessas situações SEJA FORTE. O mundo é dos fortes! A verdadeira força reside na capacidade de ACEITAÇÃO e de RECOMEÇAR.
Compreender as coisas nem sempre diminui a dor e o sofrimento mas nos permite optar por enfrentar a dor com inteligência , dignidade e resignação."

Karolina Cordeiro


terça-feira, 3 de junho de 2014

Vai com calma friozinho!

Oi Diário, eu tenho uma vida difícil, eu tenho plena noção disso, há dias em que me sufoco na minha própria dor exteriorizada na fisionomia ainda jovem... procuro dentro de mim explicações para essa vontade de continuar, sempre me refazer me reerguer...
Então quando não encontro as respostas convincentes eu olho para ela, Aninha meu anjo de luz... me refaz, me aprimora me enche de alegria, paz, és meu exemplo, sua vida é bem mais difícil que a minha e ela consegue ser mil vezes mais feliz !
Ela não desiste, ela não reclama... Ela é sábia!
Ela é o meu presente!

Ela está meio gripadinha, então os bichinhos foram convocados para participar da inalação!





sexta-feira, 9 de maio de 2014

Não há maior orgulho materno do que cuidar de uma criança especial

O rosto de mãe já é coberto de ternura. Mas o rosto de mãe de uma criança portadora é de uma pureza contagiosa. Rosto transfigurado pela doação. E pela recompensa de ver o filho crescendo miudamente.

Eu tenho arrebatamentos ao avistar uma mãe caminhando com seu filho na praça.

Ela não se entregou para aparência, não escondeu a feição de seu rebento em nenhuma imagem, não se diminuiu em preconceitos, não fugiu dos amigos e familiares, descobriu a beleza dos olhos graúdos e oblíquos pescando o infinito, a delicadeza daquelas orelhas pequenas que lembram uma boca fazendo bico para a foto.

Não se arrependeu em nenhum momento e nem rifou sua paz pela idealização.

Assimilou a lição de que o que vale é um dia atrás do outro. O que vale é o dia imperfeito (o dia imperfeito é o que completamos, o dia perfeito se faz sozinho).

Um filho especial é inteiro porque se comemora também os números quebrados de cada façanha.

Ele não aprende a andar uma única vez, aprende a andar sempre. Ele não aprende a falar uma única vez, aprende a falar sempre. Ele não aprende a amar uma única vez, aprende a amar sempre.

A repetição aperfeiçoa a intimidade e cristaliza os laços.

Não há o extremismo da ternura. Extremismo é imaturidade: ou é o meu sonho ou será o pesadelo daqui por diante.

Compreende-se que viver é provisório, um meio-termo, aceitar o possível.

Melhor o que é real e pode ser dividido do que aquilo que é imaginário e morre com a gente.

Ela passeia com uma altivez de mãos dadas que deve influenciar o voo dos pássaros e o salto dos gatos.

Não sinto pena, não sou contraído por compaixão, é admiração pura.

Não sofro pontadas de curiosidade, é encantamento mesmo.

Invejo a entrega irrestrita, generosa, compreensiva.

— Aquilo é amor! —, minha ânsia é apontar e completar as palavras com as mãos.

Ela tem o dobro de preocupações, porém recebe o dobro de esperança.

É como se sua criança jamais abandonasse o apelo infantil, a honestidade infantil, a confiança infantil.

Trata-se de um outro diálogo, em que exige paciência para ouvir e conversar.

O tempo suspende seu passo de ponteiro, ela baixa a cabeça para entender o que está sendo desejado pelo seu filho.

Não escuta correndo, distraída. Não escuta avoada, dispersiva. Escuta olhando nos olhos.

É óbvio que a criança tem uma outra fé no mundo quando tem alguém para si que só fala olhando nos olhos.


Fabrício Carpinejar






Feliz Dia das Mães! Um dia só é pouco para comemorar tanto amor.

Feliz Vida de Mãe especial! 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Nó de gente

Como se fossemos uma só, um nó de gente,
amarrado e costurado. Amor que Deus esqueceu no mundo e eu vi de perto quando o sofrimento entrou pela janela da nossa casa, e mesmo vendo decidi não desanimar da vida.
E juntas, seguimos atadas pela estrada, que é feita de tristezas risos e sonhos.

Deus não esqueceu... ele nos afaga em seu colo todos os dias!


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Tentanto a inclusão

Bom dia amigos do Diário...

Acordei bem cedinho, me sinto ansiosa e ao mesmo tempo esperançosa... Finalmente os médicos liberaram Aninha para frequentar a escola, vocês podem imaginar o frio na barriga que estou sentindo! Hoje será a primeira reunião para discutirmos todas as possibilidades para esse sonho se concretizar, eu sei serão muitos obstáculos a serem vencidos, barreiras a quebrar...

Foi difícil aprender a viver um dia de cada vez, mas hoje preciso viver uma hora de cada vez. Amando e Despedindo de minha filha a todo momento.

Orem por nós, mandem energias positivas para que as portas sejam fáceis de se abrir e que encontremos em nosso caminho pessoas de mente e coração aberto livre de preconceitos...

Quem sabe estarei prestes a realizar o sonho de ver minha princesa em bancos escolares exercendo plenamente o seu direito como cidadã e criança maravilhosa que ela é.

É um passo gigantesco... Coração apertadinho...